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Política Eleições 2022

Defender estatais é defender nossa soberania, diz Lula ao oficializar pré-candidatura

Ex-presidente criticou a atual política de preços da Petrobras e a capitalização da Eletrobras durante evento em São Paulo

08/05/2022 às 14h59
Por: Tiago Andrade
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Ex-presidente Lula em entrevista coletiva / Crédito: Ricardo Stuckert/ PT
Ex-presidente Lula em entrevista coletiva / Crédito: Ricardo Stuckert/ PT

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (7) o papel das estatais e criticou a atual política de preços da Petrobras e a capitalização da Eletrobras, durante evento em que oficializou a sua pré-candidatura à Presidência da República com Geraldo Alckmin (PSB) como vice.

“Defender nossa soberania é defender a Petrobras, que vem sendo desmantelada e sucateada, dia após dia”, disse. “Colocaram a venda as reservas do pré-sal, entregaram a BR Distribuidora e os gasodutos, interromperam a construção de algumas refinarias e privatizaram outras”, acrescentou, sem mencionar os episódios de corrupção na estatal, conhecido como “petrolão”.

Lula mencionou os atuais preços dos combustíveis como consequência das políticas adotadas pela Petrobras e declarou que vai trabalhar para “devolvê-la ao povo brasileiro”.
“Somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, cotada em dólar, enquanto os brasileiros recebem os seus salários em real”. Embora autossuficiente em petróleo, o Brasil não tem autossuficiência nos derivados do produto. Por isso, a Petrobras atende 80% do mercado, os outros 20% vêm de fora para atender o mercado interno.

“Nós precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional e se transformar outra vez em uma das maiores do mundo. Colocá-la de novo a serviço do povo brasileiro, e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer novamente do pré-sal o nosso passaporte do futuro financiando a saúde, educação e a ciência”, pontuou em um discurso majoritariamente lido.

O pré-candidato do PT à Presidência também disse ser um “crime” o processo de capitalização da Eletrobras, e que é preciso haver defesa dos bancos públicos para que o país retome a geração de emprego.

“Defender a soberania é defender a Eletrobras, maior empresa de geração de energia da América Latina, dos que querem o Brasil submisso. Mais esse crime de lesa-pátria seria uma perda para nossa soberania energética”, argumentou o ex-presidente.

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