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Saúde da mulher pede cuidado contínuo em cada fase da vida

Ginecologista e obstetra em Novo Hamburgo (RS), Dr. Renato Reis explica como fertilidade, pré-natal, queixas íntimas, perda urinária, cirurgias por via vaginal e menopausa exigem abordagens personalizadas e por que desconfortos frequentes não deve...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
19/10/2026 às 18h30

O acompanhamento ginecológico contínuo, do planejamento da gravidez à menopausa, permite antecipar diagnósticos e tratar queixas que muitas mulheres ainda consideram inevitáveis, como perda urinária, desconfortos íntimos e sintomas hormonais. A avaliação é do ginecologista e obstetra Dr. Renato Reis, que atende em clínica própria em Novo Hamburgo (RS).

Reforçando essa visão, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) descreve a especialidade como um pilar da saúde feminina em todas as etapas da vida. Segundo o Dr. Renato Reis, cada fase traz necessidades próprias, que vão da contracepção e da fertilidade à sexualidade, ao assoalho pélvico e ao envelhecimento.

"Quando existe acompanhamento regular, conseguimos identificar alterações mais cedo, muitas vezes antes mesmo dos sintomas aparecerem", afirma o ginecologista. Por outro lado, para ele, a consulta restrita a momentos pontuais compromete a prevenção e o diagnóstico precoce, inclusive de cânceres ginecológicos.

Da fertilidade ao pré-natal individualizado

O cuidado começa antes do teste positivo de gravidez. O check-up pró-fertilidade avalia o casal antes das tentativas de gestação para identificar e corrigir fatores que possam dificultar a gravidez. Na gestação, o Dr. Renato Reis diferencia o modelo padrão, organizado em uma rotina de consultas e exames definida pela idade gestacional, do acompanhamento personalizado. "Já o pré-natal individualizado considera os riscos, o histórico e as necessidades específicas de cada gestante", explica o médico.

Hipertensão, diabetes, gestação múltipla, histórico de prematuridade ou de perdas gestacionais, alterações no crescimento fetal e colo uterino curto estão entre as situações que pedem vigilância mais próxima. Antecedentes como pré-eclâmpsia em gestações anteriores e casos em parentes de primeiro grau também devem entrar na avaliação de risco, de acordo com o especialista. "Individualizar significa não tratar todas as gestações da mesma forma", resume o Dr. Renato Reis, ao detalhar que a frequência das consultas, os exames e as condutas são ajustados conforme cada caso, para aumentar a segurança da mãe e do bebê.

Do desconforto íntimo à incontinência

Após o parto e com o passar dos anos, alterações na anatomia íntima, como aumento ou assimetria dos pequenos lábios e flacidez, são frequentes. A ninfoplastia, que reduz ou corrige a assimetria dos pequenos lábios, "passa a ser uma opção quando há incômodo real, como atrito com roupas, desconforto em atividades físicas, irritações recorrentes ou impacto importante na autoestima", defende o Dr. Renato Reis.

Não por acaso, a procura pelo procedimento cresce no mundo. A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) registrou 210.633 labioplastias em 2024, ante 142.119 em 2020, alta de 48,2% em quatro anos. No Brasil, um estudo nacional de 15 anos com 64 pacientes entre 14 e 58 anos apontou a interferência na relação sexual como principal motivo da busca pela ninfoplastia, com alto índice de satisfação e baixa taxa de complicações.

Outra pesquisa brasileira relatou ganhos no desempenho sexual, na prática de atividades físicas e na higiene após a cirurgia. O médico, porém, faz uma ressalva: "Nem toda flacidez, dor, perda urinária ou alteração sexual é resolvida com cirurgia. O tratamento precisa ser direcionado para a alteração anatômica e funcional de cada mulher", acentua.

A mesma lógica se aplica à incontinência urinária e aos prolapsos genitais (quando órgãos como bexiga, útero ou reto perdem sustentação). Parto, envelhecimento e menopausa favorecem esses quadros pela redução do colágeno e pelo enfraquecimento do assoalho pélvico, mas, nas palavras do ginecologista, "ser frequente não significa que precisa ser aceito como normal".

As alternativas incluem fisioterapia pélvica e, em casos selecionados de incontinência de esforço leve, tecnologias de energia como radiofrequência e laser vaginal. Nas perdas mais importantes, há opções cirúrgicas, como o sling. "O ideal é começar a tratar precocemente, porque, quanto menor o grau da incontinência, maiores são as possibilidades de utilizar tratamentos menos invasivos", orienta o Dr. Renato Reis.

Cirurgia ginecológica minimamente invasiva

Quando a cirurgia é necessária, procedimentos como histerectomia e laqueadura podem ser feitos por via vaginal, sem incisões abdominais. Um parecer técnico do Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda a histerectomia vaginal como técnica principal para doenças benignas e associa os métodos minimamente invasivos a menor tempo de recuperação, menos infecções e menos dias de internação.

"É uma técnica que exige treinamento e experiência do cirurgião, mas pode trazer benefícios importantes na recuperação, com menos dor, menor impacto estético e retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais", detalha Dr. Renato Reis.

Menopausa e terapia hormonal

Nesta fase, o principal obstáculo ainda é a desinformação. Uma pesquisa realizada pela Ipsos indicou que 44% das brasileiras com sintomas da menopausa não fazem tratamento. De acordo com o ginecologista, muitas pacientes acreditam que o hormônio necessariamente causa câncer, trombose ou infarto.

Em contraponto a esse receio, Dr. Renato Reis afirma: "A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores da menopausa e também pode trazer benefícios importantes para sintomas geniturinários e proteção óssea". Ele acrescenta que, quando iniciada na chamada janela de oportunidade, em geral antes dos 60 anos ou nos primeiros dez anos após o início da menopausa, a terapia pode apresentar perfil cardiovascular mais favorável em mulheres adequadamente selecionadas.

O ponto em comum entre essas etapas da vida é que a mulher não precisa normalizar desconfortos nem fragmentar o próprio cuidado. "Com informação qualificada e um médico de confiança te acompanhando ao longo do tempo, cada fase da vida pode ser vivida com mais saúde, segurança e autoestima", finaliza o médico.

Para mais informações, basta acessar: https://drrenatoreis.com/

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